sexta-feira, 28 de outubro de 2011

No amanhecer das palavras.


No amanhecer das palavras.

Nem mesmo a aurora iluminou o céu,

E entre a escuridão tentando permanecer,

Tentei encontrar-te nas palavras,

Comecei pela sua descrição,

E não encontrei nada suficiente.

Busquei em teus versos,

O amor que desejou,

O amor que em mim dedicou,

Mas não pude mergulhar,

Pois lá já não estava mais para me salvar.

Tentei viajar no tempo,

Em que o amor era tudo,

Que o futuro era daqui ha uma hora,

E o passado não passava de um segundo.

E o amor era intenso.

Percorri milhões de eras,

Mas nada pude encontrar,

Pois contigo

Meu coração está!

Luciene Cristina)

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Incógnita.


Incógnita.

Foram se os dias, passaram se os meses,

O ano se findou rapidamente,

O coração amante não aquietou!

É o destino...

Fabuloso era o sentir o calor desse amor,

O toque essencial que aquecia,

O sabor especial que produzia.

É a essencia...

Flutuar e render-se aos encantos daquele olhar,

Observar como a distancia faz sofrer,

Obistinado ao destino doloroso.

É a saudade...

Fizera das palavras um suave passar dos tempos,

Originalmente criador, encantador,

Odisseia de ocorrencias previsiveis.

É o poeta...

Fábula do destino,

Orador destemido,

Ócio em declinio,

É o amor...

O amor feito de destino,

Replete de essêcia,

Depressivo como a saudade,

E louco como o poeta!

Luciene Cristina .